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Professor preso no PI suspeito de abusar de mais de 240 crianças e adolescentes no MA já tinha sido detido por importunação sexual

Professor é preso no PI suspeito de abusar sexualmente de mais de 240 crianças no MA O professor que foi preso no Piauí, na manhã desta quarta-feira (21), s...

Professor preso no PI suspeito de abusar de mais de 240 crianças e adolescentes no MA já tinha sido detido por importunação sexual
Professor preso no PI suspeito de abusar de mais de 240 crianças e adolescentes no MA já tinha sido detido por importunação sexual (Foto: Reprodução)

Professor é preso no PI suspeito de abusar sexualmente de mais de 240 crianças no MA O professor que foi preso no Piauí, na manhã desta quarta-feira (21), suspeito de abusar sexualmente de 244 crianças e adolescentes na cidade de Tuntum, no interior do Maranhão, já tinha sido preso no ano passado, por importunação sexual dentro de uma escola pública da rede municipal, em que dava aula. O g1 optou por não divulgar a identidade do professor e o nome da escola para preservar as vítimas. A defesa do suspeito ainda não foi localizada. A primeira prisão do professor foi realizada em 16 de maio de 2025, após uma aluna denunciar na direção da escola que o professor, de 52 anos, havia praticado atos libidinosos contra ela. A vítima relatou que o docente se aproveitava de sua posição para praticar assédio nas dependências da instituição. Após tomar conhecimento do caso, o diretor da escola, que também é comandante do Corpo de Bombeiros da cidade, deu voz de prisão ao professor e acionou a polícia, que conduziu o suspeito à delegacia. Com a prisão do professor, dezenas de outros alunos procuraram a delegacia para formalizar denúncias de abusos que teriam sido cometidos por ele. Na época, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Tuntum confirmou que estava ciente do caso e que iria colaborar com as investigações. A secretaria também afirmou que dariam apoio à vítima. Já nesta quarta, a Semed informou que o professor não integra mais o quadro de servidores ativos do município, tendo sido exonerado em 19 de setembro de 2025. "Desde a data da exoneração, o referido ex-servidor não exerce atividades na rede municipal de ensino, não está em sala de aula, não possui vínculo funcional com nenhuma unidade escolar e não recebe remuneração custeada pela Administração Municipal. Por fim, a Administração Municipal reafirma seu compromisso com a proteção de crianças e adolescentes, com a transparência e com a colaboração com as autoridades competentes", declarou a Semed por meio de nota. Segunda prisão Professor é preso suspeito de abusar sexualmente de mais de 240 crianças Divulgação/PCMA Após ser preso em 2025, o professor foi colocado em liberdade provisória, mas não voltou a dar aula. As investigações continuaram, e a Polícia Civil do Maranhão apurou que os abusos foram cometidos de 2023 a maio de 2025, tendo como vítimas 244 crianças e adolescentes. Com base nas investigações, a Polícia Civil representou pela prisão do professor, que aceita pela Justiça. O docente foi preso na manhã desta quarta, na cidade de União (PI), onde morava. Segundo o delegado Wlisses Alves, da Delegacia de Presidente Dutra (MA), o professor praticava "atos libidinosos" com as vítimas, que eram suas alunas e tinham menos de 14 anos, dentro de salas de aula. O delegado afirmou que, após a primeira prisão do professor, a Polícia Civil passou a investigá-lo mais profundamente e recebeu denúncias das vítimas e dos pais e responsáveis delas. De acordo com Wlisses, não houve relato de estupro. A polícia pediu que os alunos passem por perícia médica. O mandado de prisão desta quarta foi cumprido por agentes da Polícia Civil do Maranhão, que o levaram de volta para o estado vizinho. Ainda segundo o delegado Wlisses, ele pode responder pelo crime de estupro de vulnerável, que prevê pena de 10 a 18 anos de reclusão. Por meio de nota, a Polícia Civil do Maranhão informou que o investigado foi encaminhado para uma unidade prisional do estado do Piauí, onde permanece à disposição do Poder Judiciário. A PC-MA disse, ainda, que "as investigações continuam em andamento, com o objetivo de identificar possíveis outras vítimas, bem como concluir o inquérito policial e remetê-lo ao Poder Judiciário, para que o investigado seja devidamente processado e julgado nos termos da lei".